É inegável que as condições em que se encontram as relações do trabalho, principalmente no contexto salarial, precisarão de ajustes. Essa demanda se dá não só em tempos de pandemia, mas também na fase posterior. O que muitos estão classificando de “O novo normal” pode encontrar forças também na área de remuneração, que vai sofrer com toda a crise que já está sendo desenhada.
Embora com algumas exceções, já estamos vendo empresas reduzindo jornada de trabalho e consequentemente salários, para assim amenizarem impactos de uma redução cada vez mais latente de suas receitas, antes esbarrado no princípio da irredutibilidade salarial, onde tal ação não era permitida, encontramos hoje um fato novo que permite dentro da CLT as reduções supracitadas de até 25% do salário no que é chamado “motivo de força maior”, como por exemplo o caso da pandemia do coronavírus.
Com o retorno das operações “normais” as empresas já precisam ter uma estratégia de como lidar com a forma de remunerar seus colaboradores, esse não será ainda um momento de pensar em lucro, mas objetivamente em conter gastos e reerguer a empresa em suas mais diversas áreas de atuação.
Surge então com mais força a necessidade de se contar com uma mão-de-obra multifacetada e que privilegie a retomada da empresa ao crescimento e junto a essa necessidade a hora de se pensar mais em recompensa do que em salários fixos, o colaborador precisa ter um acesso muito maior que antes às estratégias que a empresa tomará para o combate a crise interna em alinhamento com o que está acontecendo externamente, será necessário ainda mais união em torno do objetivo e mais senso de equipe na hora de operar.
A capacidade de lidar com a imprevisibilidade nunca antes passada, vai desde o pensamento adaptativo, respondendo as circunstâncias novas e inesperadas, à convergência de esforços alinhada a um sistema de remuneração mais aderente a nova realidade: a recompensa por objetivos de curto prazo alcançados.
Será necessário então um novo desenho de remuneração que privilegie resultados em prol do restabelecimento econômico da empresa e para isso uma nova análise de cenário interno onde terão como “atores” principais: os custos fixos, variáveis, as receitas e a folha de pagamento como referência para se tratar uma nova estratégia para a remuneração.
Remuneração com foco em recompensa tendo como base as metas de curto prazo, não só irá flexibilizar os custos das empresas, migrando fixos para variáveis e trazendo incentivos ficais, como também sugere aos colaboradores uma necessidade de convergência de esforços para que não só a empresa ganhe com os atingimentos das metas, mas também que ele ganhe financeiramente e se sinta cada vez mais parte integrante de um corpo voltado para a transformação do ambiente econômico da empresa.
É muito importante um trabalho de conscientização interna antes de dar “START” em um projeto como esse, muitos tem a informação através da mídia de como está o mundo lá fora, com desempregos, fome e etc, não existe momento melhor para unir sua equipe de trabalho e batalhar para a unidade de uma empresa em prol dos resultados e não existe momento melhor para disseminar as informações internas e tranquilizar seus colaboradores, deixando cada vez mais claro que a empresa cuidará dele e que hoje ele passa a ter ainda mais um papel fundamental nessa crise que assola o mundo, o de agente transformador de ambiente e imprescindível nesse momento de crise e ainda de necessidade de mudanças de atitudes, onde precisamos nos adaptar ao novo normal que já “bate à porta” e veio para ficar.
Autor do artigo:
André do Carmo – Diretor da RH SENIOR CONSULTORIA
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