A vida de um grupo passa por algumas fases e, em cada uma delas, os membros atuam de formas diferentes, tanto em relação à etapa de vida do grupo como em relação aos demais membros. Em todos os grupos em funcionamento seus membros podem desempenhar eventualmente, alguns papéis não-construtivos, dificultando a tarefa do grupo, criando obstáculos e canalizando energias para atividades e comportamentos não condizentes com os objetivos comuns do grupo. Estes papéis correspondem às necessidades individuais, às motivações de cunho pessoal, a problemas de personalidade ou, muitas vezes, decorrem de falhas de estruturação ou da dinâmica do próprio grupo.
- Não se preparar adequadamente para o trabalho (pouco conhecimento da realidade do grupo e escolha não adequada da atividades para a fase em que o grupo se encontra).
- Utilizar o repertório de atividades que conhece independente de ser adequado ou não aos fatores a serem trabalhados/desenvolvidos.
- Não conferir o material a ser utilizado ou não ter experiência na condução da atividade.
- Não dedicar o tempo indicado para a Inclusão do Grupo ou mesmo excluir esta fase.
- Adotar postura de estrela. Deve ser marcante, mas com sutileza.
- Não identificar e/ou atuar dentro das necessidades do grupo.
- “Morder iscas.” Não entre em provocações. Quando alguém afirmar algo que não foi dito, recapitular através do grupo.
- Realizar apenas a vivência e não permitir ou dedicar tempo adequado para a troca de experiências. Fazer link/analogias.
- Evitar interpretações profundas. Uma intervenção grupal deve ser descritiva ao invés de interpretativa. O facilitador pode descrever o comportamento de um grupo, mas deve evitar colocar uma interpretação no comportamento do grupo.
Profª Me Gláucia Guarany